domingo, 14 de fevereiro de 2016

Meu retorno

Escrever é quase que uma obrigação. É o que eu odeio fazer, o que me atrapalha a vida, porque se eu escrevo o que eu sinto eu não preciso mais lidar com aquilo na vida real. Com o amor foi meio assim, a sublimação do amor, a tentativa desgraçada de alcançar alguma Arte através da inspiração do amor me fez perder o mais precioso: a ocasião. Tal qual Camões preferiu salvar sua obra poética de um naufrágio ao invés da sua amada se afogando. (Não tenho certeza do fato em si, mas foi o que eu ouvi de algum professor de literatura.) Por que eu romantizo e sonho e tento transformar a única coisa boa que me vem, em algum tipo de Arte e esqueço de propriamente Viver essa coisa? Covardia. Eu sou a minha pedra no caminho.
- Agora, sem mais tantas ondas violentas de emoções da adolescência, vou continuar escrevendo e postando escritos antigos. Escrever ganhou uma nova função, diferente de a de antes, "aborrecente" e naïve, tentando registrar algum saldo positivo do sofrimento; hoje quero organizar o que há aqui dentro, ideias todas meio soltas aqui e ali para, quem sabe, em um futuro próximo, este ser também próspero.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Que seja doce.

A coisa pode ser melancólica, mas não necessariamente doce. 
Pode ser triste ou alegre, mas não doce. 
Pode até ser romântica, mas não doce. 
Bonitinha, mas não doce. 
Doçura é algo que parece que já nasce com a pessoa. 
E ele era tão pura doçura que se escondia atrás de um escudo de espinhos, porque, você sabe, açúcar se desintegra fácil quando fora de uma forma rígida.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

I'm 36 degrees

Ouvir Placebo é se sentir jovem (de novo). Sempre.
É recusar o remédio que tapa a realidade da verdade do nosso mundo de fantasias e bobagens juvenis e optar pelo Placebo. É falar nonsense e fazer todo o sentido.
É respirar fundo, olhar para o céu e aceitar viver de peito aberto. Sentir-se vivo.
É sentir na pele, arrepiar cada pelo do corpo, ter a sensibilidade de um apaixonado, o fôlego de um maratonista. ("I've never been an extrovert but I'm still breathing").



Nota 1 (14/02/2016): O videoclipe correspondente à música citada no texto é este: