BE QUIET AND WRITE
We'll try and ease the pain / But somehow we'll feel the same / Well, no one knows / Where our secrets go
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Meu retorno
Escrever é quase que uma obrigação. É o que eu odeio fazer, o que me atrapalha a vida, porque se eu escrevo o que eu sinto eu não preciso mais lidar com aquilo na vida real. Com o amor foi meio assim, a sublimação do amor, a tentativa desgraçada de alcançar alguma Arte através da inspiração do amor me fez perder o mais precioso: a ocasião. Tal qual Camões preferiu salvar sua obra poética de um naufrágio ao invés da sua amada se afogando. (Não tenho certeza do fato em si, mas foi o que eu ouvi de algum professor de literatura.)
Por que eu romantizo e sonho e tento transformar a única coisa boa que me vem, em algum tipo de Arte e esqueço de propriamente Viver essa coisa? Covardia. Eu sou a minha pedra no caminho.
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Agora, sem mais tantas ondas violentas de emoções da adolescência, vou continuar escrevendo e postando escritos antigos. Escrever ganhou uma nova função, diferente de a de antes, "aborrecente" e naïve, tentando registrar algum saldo positivo do sofrimento; hoje quero organizar o que há aqui dentro, ideias todas meio soltas aqui e ali para, quem sabe, em um futuro próximo, este ser também próspero.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Que seja doce.
A coisa pode ser melancólica, mas não necessariamente doce.
Pode ser triste ou alegre, mas não doce.
Pode até ser romântica, mas não doce.
Bonitinha, mas não doce.
Doçura é algo que parece que já nasce com a pessoa.
E ele era tão pura doçura que se escondia atrás de um escudo de espinhos, porque, você sabe, açúcar se desintegra fácil quando fora de uma forma rígida.
Pode ser triste ou alegre, mas não doce.
Pode até ser romântica, mas não doce.
Bonitinha, mas não doce.
Doçura é algo que parece que já nasce com a pessoa.
E ele era tão pura doçura que se escondia atrás de um escudo de espinhos, porque, você sabe, açúcar se desintegra fácil quando fora de uma forma rígida.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
I'm 36 degrees
Ouvir Placebo é se sentir jovem (de novo). Sempre.
Nota 1 (14/02/2016): O videoclipe correspondente à música citada no texto é este:
É recusar o remédio que tapa a realidade da verdade do nosso mundo de fantasias e bobagens juvenis e optar pelo Placebo. É falar nonsense e fazer todo o sentido.
É respirar fundo, olhar para o céu e aceitar viver de peito aberto. Sentir-se vivo.
É sentir na pele, arrepiar cada pelo do corpo, ter a sensibilidade de um apaixonado, o fôlego de um maratonista. ("I've never been an extrovert but I'm still breathing").
Nota 1 (14/02/2016): O videoclipe correspondente à música citada no texto é este:
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